Unificação do PIS/Cofins pode dobrar a carga tributária do setor de serviços no Brasil

📈 Mais de 1,5 milhão de empresas podem ser prejudicadas

A proposta de unificação do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) tem gerado grande preocupação no setor produtivo.

Segundo entidades empresariais, caso a medida seja aprovada, mais de 1,5 milhão de empresas brasileiras poderão ser impactadas — com um aumento médio de 104% na carga tributária.

O setor de serviços será o mais afetado, com risco de demissões em massa e fechamento de empresas, especialmente entre pequenos e médios negócios.

🚨 Risco de desemprego e fechamento de empresas

Para o presidente da Fenacon, Mario Berti, a mudança no modelo de cobrança pode significar a perda de até 10% dos postos de trabalho no país, o que representa cerca de 2 milhões de vagas.

“Precisamos sensibilizar o governo a favorecer o crescimento das companhias e a manutenção dos empregos. A unificação do PIS/Cofins pode significar a perda de até 10% dos postos de trabalho”, alerta Berti.

Além do desemprego, estudos apontam que a unificação pode reduzir a lucratividade das empresas e aumentar em até R$ 50 bilhões por ano a carga tributária total do país.

🤝 Empresários se mobilizam contra o aumento de impostos

Desde 2016, empresários de todo o Brasil têm se reunido em diversos estados para debater os impactos da unificação do PIS/Cofins.
As mobilizações já ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e novas discussões estão agendadas para Recife, Belém do Pará e outras cidades.

O movimento é apoiado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (Cdeics), presidida pelo deputado Laércio Oliveira, que promove uma audiência pública no dia 16 de agosto para tratar do assunto.

O objetivo é claro: impedir que o governo aprove um aumento de impostos disfarçado de simplificação tributária.

⚖️ Entenda o que muda com a unificação do PIS/Cofins

Atualmente, existem dois regimes de cálculo:

  • Cumulativo: usado pela maioria das prestadoras de serviço, com alíquota total de 3,65%;
  • Não cumulativo: permite o aproveitamento de créditos, mas cobra alíquota de 9,25%.

A proposta do governo é unificar os regimes, aplicando a mesma alíquota de 9,25% a todos os setores da economia.

Segundo Sérgio Approbato Machado Júnior, diretor da Fenacon, a mudança afetará toda a cadeia produtiva, não apenas o setor de serviços:

“As empresas da indústria e do comércio, que hoje estão no regime cumulativo, também terão aumento de carga tributária. É um equívoco achar que só o setor de serviços será impactado.”

💸 Estudo mostra prejuízo bilionário para a economia

De acordo com um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), encomendado pela Fenacon, a unificação do PIS/Cofins pode gerar:

  • Aumento de R$ 50 bilhões anuais na carga tributária;
  • Redução da lucratividade das empresas;
  • Maior custo com obrigações fiscais;
  • Perda de competitividade da economia brasileira.

Esses dados reforçam que a medida, longe de simplificar, pode tornar o sistema tributário ainda mais oneroso e complexo.

📊 Conclusão: simplificar não pode significar punir

A discussão sobre a reforma do PIS/Cofins está longe de acabar.
Enquanto o governo defende a simplificação tributária, empresários alertam que a proposta pode penalizar quem mais gera empregos no país.

O Brasil precisa, sim, de um sistema tributário mais simples — mas sem comprometer a sobrevivência das empresas e milhões de postos de trabalho.

📰 Fonte: Jornal do Comércio RS